domingo, 3 de agosto de 2008

Ascaris - a saga dos irmãos siameses

Capítulo 4
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Leiam: Episódio 1, Episódio 2, Episódio 3.


A prosperidade fez bem ao clã Ana Gus Gus. Alguns séculos depois, Friedrich Von Gus Gus voltou ao Egito para aperfeiçoar sua técnica de produção de cerveja. Era o precursor do que seriam os mestrandos no futuro. Porém, chegou numa época conturbada. O Egito era então governado por Cleópatra, a rainha. Devassa, perdia-se entre orgias, política e conspirações, não necessariamente nessa ordem. Por sua tez nórdica, Friedrich logo caiu nas graças da rainha, e de suas assistentes. Compartilhou a mesa, a cama e o banho em situações indescritíveis. Por essa época o Egito sofreu a invasão penetrante das hostes romanas, comandadas por César e Marco Antônio. Percebendo uma oportunidade única, Friedrich aconselhou Cleópatra a compartilhar a cama com os dois guerreiros, jogando um contra o outro e assim conquistando o espaço político a qual tinha direito.

Mas, novamente, um conselho de um Gus Gus foi catastrófico. Os romanos não se interessavam pelo amor da rainha e sim pelos favores das 456 auxiliares dadivosas. Ao perceberem a manobra astuta, atacaram os exércitos reais, conquistando-os, definitivamente. Cleópatra, indignada, matou-se segurando uma cobra. O resto é história antiga.

Friedrich então partiu, como seu antecessor, no meio da noite, levando algumas fórmulas secretas que surrupiara das cervejarias reais, sendo recebido com festas pelos seus familiares e sócios. A Bavária galgou vários degraus no mercado mundial de cerveja. Mas o descendente de Ana Gus Gus suspirou até o final de seus dias, com as lembranças dos intensos momentos vividos em companhia da memorável rainha.


Graças a essa flexibilidade empresarial, o clã Gus Gus teve uma importante participação em uma das maiores aventuras da história da humanidade, a implantação da Igreja Católica como organização regular e organizada...


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continua

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Ascaris - a saga dos irmãos siameses

Capítulo 3
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Leiam: Episódio 1, Episódio 2.

Ana Gus Gus, o conselheiro do faraó, havia presenciado a dantesca cena de afogamento em massa das hostes egípcias. Percebeu imediatamente que haveria represálias. Temendo por sua vida e por sua família, emigrou com sua mulher e 18 filhos para outro local menos perigoso. Foi parar em uma região, hoje conhecida como Itália.

Lá Ana Gus Gus prosperou. Estabeleceu-se como conselheiro do rei Benito Mussolini, chefe do clã Muzzarella. Aconselhou, por influência divina de Xenu, o maligno, o rei a se livrar dos gêmeos de uma concubina, argumentando que a situação seria insustentável perante a rainha oficial. Os gêmeos, nomeados Rômulo e Remo, foram abandonados à própria sorte. Mas o destino lhes sorriu. Uma loba adotou-os sustentou-os e anos depois fundaram Roma e, oficialmente, unificaram toda a Itália, destronando o rei Benito, esquartejando-o e pendurando seus pedaços ao longo da via que se tornaria o principal eixo do comércio romano, a via Apia.

Ana Gus Gus, novamente emigrou. Com sua mulher, seus 18 filhos e mais 56 netos dirigiram-se ao norte, sendo recebido por Gunther, o Martelo, senhor das terras bárbaras, atualmente conhecida por Alemanha. A sorte agora sorriu para Ana. Devido a sua tez nórdica foi confundido com um famoso duidra, Panomarix. Tornou-se então o principal conselheiro do rei Gunther. Ficou famoso por sua sobriedade e sensatez. Mesmo sendo Gunther pai de inúmeros bastardos, Ana Gus Gus jamais sugeriu ao rei livrar-se dos incômodos rebentos. Com isso sua vida prosperou, seus filhos cresceram, tornando-se membros eméritos da corte. Espalharam-se pela região, fundando diversas cidades na região da atual Bavária. Graças aos conhecimentos adquiridos no Egito, Ana Gus Gus tornou-se o primeiro mestre cervejeiro. O resto é história.

Seus descendentes foram se espalhando cada vez mais pelo mundo...



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continua

terça-feira, 15 de julho de 2008

Ascaris - a saga dos irmãos siameses

Capítulo 2
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Leia aqui o Episódio 1.


No começo era o Caos. Depois vieram as amebas, que se transformaram em protozoários geneticamente modificados. Vieram então os platelmintos, seres pluricelulares. Alguns milhões de anos se passaram e as primeiras formas anfíbias se formaram. Sua migração para a terra foi natural. O feliz acaso, mais um, da colisão de um meteoro carregado de gens preparados pelos thetans, fomentou a vida mamífera. Formou-se então o primeiro casal humano, Adão e Eva. Andavam pelados e felizes até que Xenu, líder maligno dos planetas classe C e líder dos thetans, malignamente, entregou-lhes, através de uma ardilosa serpente, a maçã, símbolo da evolução entre os medíocres humanóides classe M. o que era paraíso virou mais uma vez o caos. No mundo real Adão e Eva prosperaram e tiveram filhos como coelhos. Os gens, modificados pelos cientistas de Xenu, impediam o aparecimento de deformações entre os descendentes do casal original. Alguns milhares de anos depois o planeta estava povoado, era o momento de se dar um nome ao pedaço de rocha planetário. De comum acordo, a Federação Galáctica Unida, o nomearam como Terra, uma homenagem aos antigos senhores do universo. A Terra é azul, verde e marrom e em plantando-se tudo dá. Seus habitantes resolveram então prestar uma singela homenagem aos deuses. Começaram a construir uma gigantesca torre de forma fálica. Babel tornou-se o ícone da comunhão com o sagrado. Alguns thetans, preocupados, resolveram destruir o imenso falo. E aproveitaram, através de vacinas previamente preparadas, para desunir os humanóides pela fala. Grupos lingüísticos foram formados e se separaram, e mais uma vez foi o caos. Começou então realmente a história do planeta.


Nabucodonosor criou seu império babilônico, a primeira evidência documentada de megalomania entre humanóides. Este fato foi ignorado pelos soberbos thetans e Xenu. Uma enchente catastrófica destruiu aquele império restando apenas lendas. Em outro ponto um povo evoluiu rapidamente, criando artefatos jamais vistos. Atlântida foi engolida pela ira de Xenu que fez que uma gigantesca onda tragasse aquela região, ficando apenas lendas.


Mais alguns milhares de anos se passaram e os thetans já estavam tão integrados com o povo da Terra que viraram deuses. “Eram os deuses astronautas”, perguntou-se, milhares de anos depois, um pensador. Surgiu um povo, habitando uma região inóspita, mas cheia de recursos naturais, o petroleum. Nesta região um povo se destacou, habitando o reino do antigo Egito, que varou alguns milhares de anos. Sua história é o berço da saga siamesa de Ascaris. Naquela época, durante o reinado de um desconhecido faraó medíocre, ocorreu um fato envolvendo um de seus principais conselheiros, que se chamava Ana Gus Gus. Ana era médico e tinha um biótipo completamente diferente do egípcio médio, diria-se, hoje em dia que era nórdico. O faraó adotara um menino, encontrado em uma cesta no rio Nilo. Moises fora educado dentro dos mais rígidos padrões da corte real. Ana Gus Gus sempre desconfiara daquele guri. Em uma de suas audiências com o faraó orientou-o a se livrar daquele incômodo, dizendo que ele atraia a ira dos céus. O faraó, temente aos deuses, seguiu o conselho. Moises, que não era bobo, tratou de se mandar no momento que soube da reunião entre Ana Gus Gus e seu “pai”. O faraó, furibundo, persegui-o e pereceu quando Xenu, malignamente, ajudou Moises a abrir caminho pelo mar, afogando seus perseguidores.

Depois de 40 anos, penando no deserto e de receber, diretamente das mãos de Xenu, o maligno, as tábuas com as leis planetárias condensadas e resumidas, Moises fundou o que hoje se conhece por Israel....




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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Ascaris - a saga dos irmãos siameses

Capítulo 1
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Após destruir a Terra, Galactus continuou em sua busca incessante por energia, até seu fim horrendo, no ostracismo do universo. O terceiro planeta fora reduzido em milhões de pedacinhos, vagando pela antiga órbita em torno do sol, uma estrela de 5ª categoria em um canto remoto de uma galáxia de 10º.

Bilhões de anos se passaram, aqueles pedacinhos foram continuamente agregando-se em uma massa amorfa de matéria pré-planeta. O feliz acaso do choque com um cometa trouxe à vida aquele estranho entulho espacial. Continentes se formaram, assim como mares. Alguns bilhões de anos depois era um planeta habitável, amebas pululavam em seus rios e lagos, porém estéril de vida inteligente...


Há 75 milhões de anos, dezenas de planetas classe C eram governados por um líder maligno, Xenu. Sua missão, dentro da estrutura burocratizada da Federação Galáctica Unida, era repovoar planetas classe M, criando humanóides medíocres, para servirem de celeiro tributário para outros grupos de planetas da Federação. Os planetas eram classificados conforme sua destinação: os de classe A, abastados, eram a casta dominante e rica do universo. Os planetas classe G, L, B, T, S e Z eram celeiros de humanóides alegres. Os de classe H, P e W eram os celeiros de modelos humanóides que participavam de festas nos planetas classe A, ou trabalhavam nos planetas classe X, os puteiros espaciais.


Grupos de exploradores, os thetans, subordinados a Xenu, percorriam o universo. Uma de suas naves, atravessando um braço da Via Láctea, encontrou um prosaico e singelo planeta classe M, desabitado. Eufóricos logo trataram de lançar sementes, geneticamente preparadas, para fomentar a criação de vida. Era um projeto de longo prazo, empregando pencas de estudiosos, e que rendia frutos para a Federação, além de empregos vitalícios.


Uma longa história se iniciava...


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continua

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Modelos, meio ambiente e conquistas

Em recente entrevista, uma importante modelo das passarelas brasileiras declarou que "defensores da Amazônia me conquistam". "Sting, o motociclista Andrea Dovizioso e o ex-técnico da Itália Marcello Lippi são homens 'sexies', porque defendem a floresta", disse. "Mas por quem tenho paixão mesmo é o Almir Rodrigues", confidenciou.

O "Casseta do Cabral" foi atrás, no bom sentido, para descobrir quem afinal era Almir Rodrigues, o preferido da modelo brasileira. Com exclusividade divulgamos, em primeira mão, sua biografia:


"Conhecido ativista natureba das antigas, mais conhecido como Bengalelê Motumbo, dedicou sua vida à conquista de sua amada é à causa ambiental.

Formado em Cambridge, Inglaterra, lutou desde cedo para ter seu lugar ao sol. Ao desejar a filha, anglo-saxônica, loira, linda e branca, de um grande banqueiro inglês, foi desafiado a conseguir um doutorado em Cambridge, diploma conquistado com láureas. Não satisfeito, o pai da patricinha mimada do objeto amado desafiou Almir Rodrigues a ter US$ 1 milhão em sua conta, "minha filha não merece um pobretão", havia dito. Em 9 meses lá estava ele de volta, com uma conta bancária de US$ 10 milhões. Em desespero o pai da boneca rugiu, "minha filha só casa com quem tem um metro de pau". Almir Rodrigues quedou-se em pÂnico, pensou, pensou, pensou e respondeu, "Motumbo ama muito sua filha. Motumbo vai cortar um pedaço do pau".

Vencido, o rico banqueiro deu, no bom sentido, a mão de sua filha em casamento. Almir Rodrigues prosperou e como todo cidadão de bem, e rico, resolveu ajudar a causa ambiental.

Hoje é feliz ao lado de sua amada, em sua simples casa na floresta."


Os doze livros inéditos do mago esotérico oportunista Heitor Caolho

Finalmente no prelo. Leiam AQUI a sinopse dos 12 livros do maior mago esotérico oportunista da atualidade, campeões de vendagem e ainda inéditos.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

National kid e as ninfas de Urânus

Epílogo
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Nos episódios anteriores..

Episódio 1, Episódio 2, Episódio 3, Episódio 4, Episódio 5, Episódio 6, Episódio 7, Episódio 8, Episódio 9, Episódio 10, Episódio 11, Episódio 12, Episódio 13, Episódio 14, Episódio 15.

Uma força negra e devastadora navegava pelo frio espaço sideral, consumindo tudo que encontrava...


No exato momento que Onofre abria o livro, um barulho estrondoso tomou conta da cabine. Uma rajada de plasma metamórfico havia atingido uma das turbinas da aeronave dos “Amigos do National Kid”, obrigando ao piloto manobras evasivas, enquanto lutava para não se espatifar no chão. Cada um dos tripulantes teve uma reação, Godofredo Takakura começou a entoar um cântico hindu, Steinberg Kioko soltava gritinhos de pânico e Eulália Yukio agarrou-se ao misterioso senhor X, implorando para ser penetrada. Aborrecido, Onofre olhou pela janela e percebeu um borrão prateado, cercando a aeronave em agonia. “Com mil caralhos voadores”, exclamou, “o maldito surfista prateado! Por que raios cósmicos dos infernos ele nos atacou?”, perguntou-se.

O surfista prateado era o arauto de Galactus, o devorador de mundos. Sua presença, conhecida em todo o universo, só podia significar que seu mestre havia se interessara pela Terra. “O que iremos fazer?”, estrilava Steinberg. Nesse ínterim, o piloto habilmente pousou a aeronave em uma ilha aprazível no Caribe. Para surpresas de todos, a nave das ninfas anais também havia sido abatida. Elas rastejaram para fora dos destroços, semi-nuas. Kira olhava apavorada para o robusto surfista. Sabia do que ele era capaz. Em uma troca de olhares, Onofre e Kira recolheram seus companheiros e se esconderam em uma caverna. Misteriosamente, o misterioso senhor X havia sumido. “Devemos juntar forças”, disse Kira, simplesmente. Onofre anuiu desconfiado. Sabia que essa súbita mudança de humor das guerreiras de Urânus só era possível por que elas estavam ilhadas na Terra. Godofredo, conformado, disse, “não há nada a fazer, somente nos redimirmos de nossos pecados e rezarmos por nossas almas”. “Rezar é o caralho”, exclamou Eulália, “eu quero é rosetar”, esticando seus olhos cobiçosos para algumas das ninfas anais ali presentes.


Sem titubear, Eulália e as ninfas se atracaram, com um furor digno de Baco. Kira e Onofre se retiraram para traçar uma estratégia, enquanto Steinberg se engraçava com Giabra, o gigantesco dog alemão. Somente Godofredo rezava e se imolava.

O livro vermelho havia sido esquecido. Somente a salvação da Terra interessava. Juntos os Amigos de National Kid e as ninfas anais iriam lutar até a morte pela salvação da humanidade e de suas próprias vidas. Depois do relaxamento sexual de seus companheiros, saíram da caverna, armados até os dentes. Prontos para derrubar e dominar o sinistro arauto. Um estranho som os assustou e uma nave espacial pousou. Dela saiu o misterioso senhor X que, em um gesto teatral, retirou a máscara que recobria seu rosto. Era ele, National Kid, finalmente retornando para ser o paladino da justiça e salvador da Terra. Onofre e seus amigos se ajoelharam em respeito. As ninfas olhavam sem entender nada. Foi quando National Kid chamou a líder das ninfas, Kira, cochichou algo em seu ouvido. Ela sorriu e chamou suas guerreiras para entrarem na nave. National Kid, magnânimo, apossou-se do livro vermelho, retirando-o das mãos trêmulas de Onofre. Magnanimamente, ordenou que se preparassem para a batalha final. Onofre, quase em lágrimas, concordou.

Foram quando 3 coisas aconteceram. National Kid entrou na nave, a nave decolou e Galactus explodiu a Terra em mil pedacinhos.



Urânus sucumbiu. Sem recursos, Zandor e seu general, Zorg, foram depostos numa revolta popular cruenta. Foram empalados em praça pública. As ninfas não fizeram nada, pois haviam sido arregimentadas por um estranho senhor mascarado, mudando de planeta e profissão. Migraram para Putânia, onde ingressaram no maior bordel galáctico do universo conhecido, gerenciado pela madame K. Nunca mais se ouviu falar em Alpha Centauri, as guerras galácticas não ocorreram. Todos se divertiam em Putânia, que prosperou.



The End




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Aguardem a saga dos irmãos siameses, em breve.

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